O desejo insistente do idoso de retornar para sua casa não deve ser interpretado como teimosia, mas como uma resposta emocional e cognitiva profundamente ligada ao envelhecimento. Do ponto de vista científico, a casa representa identidade, segurança, autonomia e pertencimento. Com o avanço da idade , especialmente na presença de demências ou comprometimentos cognitivos , ocorre a preservação da memória remota e a perda progressiva da memória recente, fazendo com que o idoso reconheça o lar antigo como o último lugar onde se sentia seguro e orientado.
Além dos fatores neurológicos, mudanças de ambiente, perdas afetivas e a institucionalização podem gerar ansiedade, medo, sensação de abandono e luto simbólico pela vida anterior. Muitas vezes, ao dizer “quero ir para casa”, o idoso está expressando necessidades emocionais como acolhimento, proteção, companhia ou desejo de controle sobre a própria vida.
A abordagem adequada envolve validação emocional, manutenção de rotinas previsíveis, estímulo à autonomia possível e criação de ambientes familiares e acolhedores. Confrontar ou negar esse sentimento tende a aumentar a angústia e a agitação, enquanto o cuidado empático favorece a adaptação e o bem-estar.
Nesse contexto, desempenhamos papel fundamental ao oferecer cuidado humanizado e individualizado, fortalecer vínculos afetivos, adaptar o ambiente físico e promover estímulos cognitivos, sociais e emocionais. Mais do que substituir a antiga residência, devemos nos tornar um novo espaço de pertencimento, segurança e dignidade, contribuindo para a qualidade de vida do idoso e para a tranquilidade da família.
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